"roubei"do blog do Ivam
CRÍTICA DE LIZ
Con las actuaciones de los brasileños Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari, acompañados por tres actores cubanos (Sahily Moreda, Evelio Ferrer y Ariel López) la pieza tuvo su estreno en Cuba en la sala Adolfo Llauradó el viernes 20 de junio´08. Hablada casi en su totalidad en idioma portugués, poco entendí, más que las relaciones de la soberana Liz con un grupo de sus súbditos, y de estos entre ellos. Dos curiosas mujeres (donde interviene la actriz de origen cubano Phedra D Córdoba, en el extremo derecho de la última foto) observan la trama, a veces ocultas, a veces interrelacionadas, y mediante breves comentarios narran al público algunas situaciones , o destacan-repiten algunos parlamentos. Un derroche de visualidad, algunas buenas actuaciones, como la de la protagonista (Cléo de Páris, en la foto de portada), un vestuario digamos que surrealista, una funcional escenografía, buen diseño de iluminación y mesura en la concepción de la banda sonora, conforman el espectáculo de una hora treinta minutos de duración. Un micrófono con largo cable situado en lugar preferencial del escenario, pudiera interpretarse como otro personaje; a él acuden o de él se valen algunos personajes reiteradamente para "dictar" al público supuestamente importantes bocadillos, unos comprensibles, otros no, por la barrera del idioma. La puesta, como la obra misma, no recrea la época Isabelina. Esta divertida y dramática "misa por Christopher Marlowe" es una sucesión de acciones, de atmósferas, de situaciones dramáticas, de aguda teatralidad. Y como se trata de una misa, muestra un supremo sacrificio.
Esperaremos impacientemente a que aparezca el libreto Liz, Missa Cum Figuris A Christopher Marlowe de Reinaldo Montero, bajo el sello de la Casa Editora Tablas-Alarcos, texto con el que el dramaturgo y asesor teatral obtuvo en España el importante Premio Fray Luis de León el año 2007, para saber si es justa o no nuestra valoración de la bien animada puesta en escena de Os Satyros, y la que podrán tener quienes se lleguen por estos días a la céntrica y cómoda Sala Teatro Adolfo Llauradó.
Fonte: Programa del Mes, junio de 2008
Escrito por Cléo De Páris às 20h43
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O país dos sonhos
Era um imenso acampamento ao ar livre. Das cartolas dos magos brotavam alfaces cantoras e pimentões luminosos, e por todas as partes havia gente oferecendo sonhos para trocar. Havia os que queriam trocar um sonho de viagem por um sonho de amores, e havia quem oferecesse um sonho para rir a troco de um sonho para chorar um pranto gostoso. Um senhor andava ao léu buscando os pedacinhos de seu sonho, despedaçado por culpa de alguém que o tinha atropelado: o senhor ia recolhendo os pedacinhos e os colava e com eles fazia um estandarte cheio de cores. O aguadeiro de sonhos levava água aos que sentiam sede enquanto dormiam. Levava a água nas costas, em uma jarra, e a oferecia em taças altas. Sobre uma torre havia uma mulher, de túnica branca, penteando a cabeleira, que chegava aos seus pés. O pente soltava sonhos, com todos seus personagens: os sonhos saíam dos cabelos e iam embora pelo ar.
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 00h34
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Os sonhos de Helena
Naquela noite, os sonhos faziam fila, querendo ser sonhados, mas Helena não podia sonhá-los todos, não dava. Um dos sonhos, desconhecido se recomendava: - Sonhe-me, vale a pena. Sonhe-me, que vai gostar. Faziam fila alguns sonhos novos, jamais sonhados, mas Helena reconhecia o sonho bobo, que sempre voltava, esse chato, e outros sonhos cômicos ou sombrios que eram velhos conhecidos de suas noites voadoras.
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 23h21
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Os sonhos esquecidos
Helena sonhou que deixava os sonhos esquecidos numa ilha. Claribel Alegría recolhia os sonhos, os amarrava com uma fita e os guardava bem guardados. Mas as crianças da casa descobriam o esconderijo e queriam vestir os sonhos de Helena, e Claribel, zangada, dizia a eles: "Nisso ninguém mexe." Então Claribel telefonava para Helena e perguntava: " -O que eu faço com seus sonhos?"
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 00h16
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nosso cartaz em Cuba, estréia mundial! tão bonitinho...

Escrito por Cléo De Páris às 22h01
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a música mais linda do mundo nessa semana
Copo Vazio
Chico Buarque
Composição: Gilberto Gil
É sempre bom lembrar Que um copo vazio Está cheio de ar.
É sempre bom lembrar Que o ar sombrio de um rosto Está cheio de um ar vazio, Vazio daquilo que no ar do copo Ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar, Guardar de cor que o ar vazio De um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar Que um copo vazio Está cheio de ar. Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho, Que o vinho busca ocupar o lugar da dor. Que a dor ocupa metade da verdade, A verdadeira natureza interior.
Uma metade cheia, uma metade vazia. Uma metade tristeza, uma metade alegria. A magia da verdade inteira, todo poderoso amor. A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar Que um copo vazio Está cheio de ar.
Escrito por Cléo De Páris às 21h28
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Só o tempo
Espinha, gripe e dor de cotovelo, a gente pensa que dá um jeitinho, mas não adianta, tem que esperar passar!
Escrito por Cléo De Páris às 21h25
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Meu reino por um chuchu!
A aventura caribenha chegou ao fim. voltamos de Cuba ontem e só agora me sinto um pouco apta a qualquer coisa. foi um furacão! decorei um texto gigante em uma semana, encarei a tirana rainha Liz com todo amor do qual fui capaz em 10 dias, me dediquei a ela e não olhei pra trás. no dia da viagem, descobri que meu avozinho havia falecido. minha mãe estava tentando me proteger porque sabia da dificuldade e da importância do que eu estava vivendo... é difícil decidir certas coisas, mas tem vezes que o destino nos arrasta e assim foi. precisávamos levar nossa diva Phedra D. Córdoba a Cuba depois de mais de 50 anos; precisávamos cumprir nosso compromisso com Reinaldo Montero, com o Ministério da Cultura de Cuba. e eu precisei viver isso.
foi intenso e grandioso tudo, como um sonho mesclado de pesadelo. foi difícil também! o calor era absurdo, a comida era estranha, o dinheiro valia pouco. eu sentia um cansaço de quase desespero quase todos os dias. mas também vivi coisas lindas! conhecer melhor Reinaldo Montero e sua linda mulher, Saili, que fez a Catarina em Liz; conhecer nosso querido anjo Gil, conviver de perto com pessoas que já amava mas não sabia o quanto, perceber Cuba com suas dores e alegrias e olhar minha vida lá de loooonge... mais ou menos assim: -tem pouca água lá, os banheiros nem sempre tem descarga, inclusive o do teatro, nem água pra lavar a mão -o arroz sempre tinha cominho (que ODEIO) -quase não se come carne de vaca, come-se porco e frango frito, -legumes são coisas raras e verduras nem pensar -a cerveja é incrível! -as pessoas são bonitas e felizes e as crianças são as mais lindas do mundo -queijo é uma especiaria rara -os jovens saem muito, bebem pouco e sentam-se em praças lindas pra conversar até de madrugada -anda-se sem medo -pega-se qualquer carro para ir a qualquer lugar por qualquer dinheiro -tem-se um pouco a sensação de que o mundo tá acabando -a gentileza jorra -o teatro, apesar de não ter água, tinha duas "vestideiras" muito fofas pra cuidar da gente -os bares vendem poucas coisas, um tipo de hambúrguer só com pão, perro caliente só de pão com salsicha, cerveja, algum refrigente, água e rum -tem sorvete nestlé! mas só de chocolate, creme e morango -o mar é de uma cor que parece não existir -pouco se desperidça quando pouco se tem -chove quase todo dia, pára e o calor não muda -os enlatados me salvaram -o público da peça era inteligente e interessado -dei entrevista na tv! -nas festas, toca música dos anos 80 -os carros são antigos e poluentes e os da polícia parecem do policial do manda-chuva -descobri que gasto um sabonete por semana, meio champu, meia pasta de dente -descobri que sou forte -descobri que os sonhos são difíceis de carregar -descobri que preciso de amor e de legumes pra ser mais feliz!...
 meu reino por um chuchu!
 caribe
 o chão
 comida

Escrito por Cléo De Páris às 23h54
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Meu avô. Domingo De Páris
sempre dizia: "Conhecimento não ocupa espaço!" meu amor por você, Vô Preto, também, também não ocupa. só queria ter te abraçado mais.
 vô preto com Laura, minha priminha.
Escrito por Cléo De Páris às 16h41
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às vezes cansa...

Escrito por Cléo De Páris às 16h21
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Rumo ao Caribe!
agora sim. partimos nessa madrugada para Cuba. vamos levar nossa diva Phedra D. Córdoba de volta, 54 anos depois, em grande estilo! por isso eu aceitei um desafio tão grande, porque existem coisas que não podemos deixar de fazer, porque a vida sempre tem razão...

no blog do Rodolfo, um texto lindo que indico, leiam pra saber do que estou falando:
http://olhossempreabertos.zip.net/ "A Estátua da Liberdade Cubana"
hasta luego!!!!
Escrito por Cléo De Páris às 14h13
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a dor de Liz
 "Deus, concede-me sentir, sentir sem medo de sentir."
 "A minha alma tá muito doente, quem a criou teve o desejo doentio de sacrificar seu próprio filho."
 "Não sei porque, sinto necessidade de perdoar. Depois de derramar sangue, a gente precisa lavar as mãos com perdões, a gente tem que tornal vil alguém com o perdão. Perdoar o quê? Quem?"
 "não consigo chorar. não consigo nem uma puta duma lágrima!"
Escrito por Cléo De Páris às 23h17
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a música mais linda do mundo nessa semana
E Não Vou Mais Deixar Você Tão Só
Roberto Carlos
Composição: Antônio Marcos Se a vida inteira você esperou um grande amor E de triste até chorou Sem esperanças de encontrar alguém Fique sabendo que eu também andei sozinho E sem ninguém pra mim Fiquei sem entregar o meu carinho Se na tua estrada não houve flor Foi só tristeza enfim, E em cada dia, sem ter amor, foi tudo tão ruim Vou confessar então, meu coração Não quer mais existir Meus olhos vermelhos cansados de chorar querem sorrir Ah! Por isso foi que eu decidi Não fico nem mais um minuto aqui Eu vou buscar o meu amor, o meu amor Eu nunca tive alguém, agora vou Olhar você meu bem Guarde o meu coração Que nunca mais eu vou deixar você tão só E nunca mais eu vou deixar você tão só E nunca mais eu vou ficar também tão só
Escrito por Cléo De Páris às 12h10
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Liz diz, eu digo:
Un espíritu ajeno está unido al mío. Es como tener dos almas. Y esas dos almas combaten. Una parte me produce impulsos diabólicos. La otra, sentimientos divinos. Siento ira, una ira irreprimible, y siento la paz propia de los elegidos. Y punciones de agujas hiriéndome, y la visitación de la Gloria. Y un grito quiere escapar de mi boca, un grito surgido de mis dos almas al unísono, un grito de horror y alegría. Las dos almas me dicen, con fiereza, con amor, "las cosas van mal en ti, en tu isla, en tu gobierno, mira, mira como todo, hasta la luz, está muriendo está muriendo está muriendo".
trecho de Liz, de Reinaldo Montero
Escrito por Cléo De Páris às 19h41
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Liz, quase todo elenco.
Em sentido horário: Cléo De Páris, Phedra D. Córdoba, Brígida Menegatti, Haroldo Costa Ferrari, Ivam Cabral e Fábio Penna
Escrito por Cléo De Páris às 18h29
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