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sobre algo que vi
Ela chegou, coração palpitante, aos poucos, mansamente, paz. olhou em seus olhos e disse: só quando estou com você, consigo me distrair de você. ele olhou nos olhos dela, cego: o quê? e atrás dos olhos dela, que ele nunca conseguiria ver, a tempestade se transformou num furacão e com a serenidade que todos viam na frente dos olhos dela, simplesmente disse: nada. e sorriu. um sorriso que todos podiam ver. até ele.

Escrito por Cléo De Páris às 13h15
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crítica
INOCÊNCIA AVANÇA EM QUALIDADE DE RESULTADOS DO SATYROS Afonso Gentil
Outro diretor da atual geração que não se cansa de nos surpreender (porém, um única e recente vez, para o mau com seu carnavalizado "120 Dias de Sodoma"), Rodolfo Garcia Vásquez, retoma a ascendência da trajetória de suas encenações para o seu - com o ator Ivam Cabral - Espaço dos Satyros, com o texto alemão "Inocência". A autora Dea Loher, mostra-se aqui, com a ajuda do diretor na tradução e adaptação, mais contida em seus recados humanistas, porém sem a verborragia que inundava a cena de "A Vida Na Praça Roosevelt". Ganha-se com isso a cumplicidade da platéia para o entendimento dos seres grotescos alguns, frágeis outros, marginalizados todos, que povoam o universo da autora. Por sua vez, é fascinante a sucessão de imagens expressionistas, de impacto visual e sensorial, criada por Rodolfo, auxiliado por elementos cenográficos, figurinos, luz e trilha sonora. O elenco, com o primeiro time do grupo, entre eles, Ivam Cabral, Fabiano Machado, Cléo De Páris, Alberto Guzik, faz o espetáculo fluir nas suas diferentes e opostas pulsações. "Inocência" é um dos grandes espetáculos do ano. Último Segundo, 17 de novembro de 2006.
Escrito por Cléo De Páris às 12h26
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Vejam por favor!!!!!
E se preparem pra sair com o coração sangrando.
 ESPAÇO DOS SATYROS 2 QUARTAS `AS 21HS. ATÉ 13 DE DEZEMBRO
Escrito por Cléo De Páris às 15h04
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Fomos pro Recife, festival de teatro, com A Vida na Praça Roosevelt e Cosmogonia, Experimento n. 1. Dois grandes desafios. Porque tivemos que apresentar em teatros imensos. Não tenho muita noção do que aconteceu. Fiquei gripada e passei os 5 dias no hotel, só saía pra ensaios e espetáculos. No teatro do Parque, onde fizemos A Vida... tinha morcegos, eles entravam em cena até, nos disseram: "vocês vão ter que conviver com eles, são patrimônio do teatro". Eu achei legal. Mais medo tive de apresentar em um teatro de 900 lugares! tão lindo... aplausos em cena aberta, nossa praça no Recife. Cosmogonia não foi diferente. fazíamos pra 40 pessoas nos Satyros, lá eram mais de 100. difícil conseguir o clima que o texto pede, as sutilezas se escondiam no cenário... mas foi emocionante também, amo essa peça e amo fazer com o Ivam. Estava gripada naquela fase de calafrios e a cabeça latejando, ficava tonta e parecia que não ia conseguir acabar a peça. Mas consegui. Conseguimos. O saldo é que um pouco do meu medo ficou lá, esquecido no Recife. Ou será que troquei pelo medo dos tubarões?


Escrito por Cléo De Páris às 14h27
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