Ela disse:
"vamos me levar pra casa?"
"você me faz mais poesia do que sou."
Escrito por Cléo De Páris às 02h14
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quando a menina parou de acreditar no amor
quando a menina parou de acreditar no amor, suas lembranças ficaram confusas... começou a procurar os sinais do passado, só pra ter certeza de que a vida tinha gritado verdades, mas ela não ouvira, porque acreditar no amor é, de fato, muito grande, e os sentidos somem diante disso. viu sua mão pálida escrevendo um nome curto na bilheteria - que nunca foi riscado, viu lábios que nunca disseram "não sei" e um gato abocanhando um passarinho. quando a menina parou de acreditar no amor, acenderam-se muitas luzes coloridas mas ela não via porque a cor sumiu de seus olhos. acostumou-se aos cinzas e aos raros lampejos vermelhos das faíscas de seus olhos vendo as nuvens. acostumou-se às ausências, aos sussurros, aos sabores leves, aos carinhos singelos. e, por fim, acostumou-se a si mesma, que tinha andado perdida entre tantas cores e objetos desnecessários. até sorriu. silenciou. com seu sorriso de curinga, a menina, quando parou de acreditar no amor, começou a acreditar no tempo.

Escrito por Cléo De Páris às 06h58
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Je suis désolée.
Escrito por Cléo De Páris às 20h46
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