a música mais linda do mundo nessa semana
Menina, Amanhã de Manhã (o Sonho Voltou)
Tom Zé
Composição: (Tom Zé - Perna)
Menina , amanhã de manhã quando a gente acordar quero te dizer que a felicidade vai desabar sobre os homens, vai desabar sobre os homens, vai desabar sobre os homens.
Na hora ninguém escapa de baixo da cama ninguém se esconde e a felicidade vai desabar sobre os homens, vai desabar sobre os homens vai desabar sobre os homens. Menina, ela mete medo menina, ela fecha a roda menina, não tem saída de cima, de banda ou de lado. Menina, olhe pra frente menina, todo cuidado não queira dormir no ponto segure o jogo atenção (de manhã) Menina a felicidade é cheia de graça é cheia de lata é cheia de praça é cheia de traça. Menina, a felicidade é cheia de pano, é cheia de pena é cheia de sino é cheia de sono. Menina, a felicidade é cheia de ano é cheia de Eno é cheia de hino é cheia de ONU. Menina, a felicidade é cheia de an é cheia de en é cheia de in é cheia de on. Menina, a felicidade é cheia de a é cheia de e é cheia de i é cheia de o.
Escrito por Cléo De Páris às 23h10
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era pra postar ontem antes de viajar, mas não deu...
viagem
daqui a pouco vamos pra Lençóis Paulista apresentar Vestido de Noiva. desde que chegamos de Cuba, nenhum dia sem trabalho porque a peça teve que ser totalmente reensaiada. mudou muito o elenco e a minha querida Norma Bengell não poderá fazer a temporada paulista. a Helena Ignez entra em cena como Madame Clessi e é uma honra também. mas, como ia dizendo, viajamos logo mais e no fim de semana novamente e no outro também e pra cidades muito distantes e a peça vai ser bastante sacrificada porque os teatros (se houverem teatros) das cidades não tem condições técnicas. acho isso um pouco chato, mas sei que assim é que é e ponto. e também vamos viajar pra pagar nossas passagens pra Cuba e isso é importante. e também tenho que parar de ser tão crítica e de procurar a perfeição e de perder o sono pensando no cenário, no vídeo, na van, no microfone, no batom, no esmalte da Alaíde, na hora que posso beber água durante a peça. preciso lembrar que eu existo e que não sou tão importante assim. e isso é outra viagem...
Escrito por Cléo De Páris às 16h04
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mais impressões cubanas
-a Phedra foi tratada como diva, reencontrou alguns familiares. seu sobrinho depois de ver a peça se despediu dizendo "tchau tia". -as pessoas tem orgulho de sua luta e odeiam os EUA -não há meninos na rua! -também não tem mendigos, alguns até pedem dinheiro, mas não tem pessoas dormindo na rua nem esses loucos que gritam e quase são atropelados -muitos estudantes brasileiros vivem em Havana, de cinema e medicina, os de medicina são jovens de baixa renda que nunca poderão exercer sua profissão no Brasil -ninguém corre pra pegar ônibus ou pra atravessar a rua, os carros não andam em alta velocidade -o morrito não é tão bom quanto o do Brasil, que ironia... -tudo parece cenário -ganhamos um copo plástico cada um, pra usar no teatro durante toda estadia, o Gil, nosso anjo personalizou todos, o meu tinha um bichinho que ele chamou de dinossauro -um dia precisei de um amigo e de um lexotan, chamei o Ray, que tinha conhecido na rua e ele me ajudou, o lexotan que tava na carteira há um ano, também.



 o Fidel tomando coca-cola. do restaurante chinês
 meu "vaso"
 o amigo Ray
Escrito por Cléo De Páris às 22h01
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"roubei"do blog do Ivam
CRÍTICA DE LIZ
Con las actuaciones de los brasileños Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari, acompañados por tres actores cubanos (Sahily Moreda, Evelio Ferrer y Ariel López) la pieza tuvo su estreno en Cuba en la sala Adolfo Llauradó el viernes 20 de junio´08. Hablada casi en su totalidad en idioma portugués, poco entendí, más que las relaciones de la soberana Liz con un grupo de sus súbditos, y de estos entre ellos. Dos curiosas mujeres (donde interviene la actriz de origen cubano Phedra D Córdoba, en el extremo derecho de la última foto) observan la trama, a veces ocultas, a veces interrelacionadas, y mediante breves comentarios narran al público algunas situaciones , o destacan-repiten algunos parlamentos. Un derroche de visualidad, algunas buenas actuaciones, como la de la protagonista (Cléo de Páris, en la foto de portada), un vestuario digamos que surrealista, una funcional escenografía, buen diseño de iluminación y mesura en la concepción de la banda sonora, conforman el espectáculo de una hora treinta minutos de duración. Un micrófono con largo cable situado en lugar preferencial del escenario, pudiera interpretarse como otro personaje; a él acuden o de él se valen algunos personajes reiteradamente para "dictar" al público supuestamente importantes bocadillos, unos comprensibles, otros no, por la barrera del idioma. La puesta, como la obra misma, no recrea la época Isabelina. Esta divertida y dramática "misa por Christopher Marlowe" es una sucesión de acciones, de atmósferas, de situaciones dramáticas, de aguda teatralidad. Y como se trata de una misa, muestra un supremo sacrificio.
Esperaremos impacientemente a que aparezca el libreto Liz, Missa Cum Figuris A Christopher Marlowe de Reinaldo Montero, bajo el sello de la Casa Editora Tablas-Alarcos, texto con el que el dramaturgo y asesor teatral obtuvo en España el importante Premio Fray Luis de León el año 2007, para saber si es justa o no nuestra valoración de la bien animada puesta en escena de Os Satyros, y la que podrán tener quienes se lleguen por estos días a la céntrica y cómoda Sala Teatro Adolfo Llauradó.
Fonte: Programa del Mes, junio de 2008
Escrito por Cléo De Páris às 20h43
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O país dos sonhos
Era um imenso acampamento ao ar livre. Das cartolas dos magos brotavam alfaces cantoras e pimentões luminosos, e por todas as partes havia gente oferecendo sonhos para trocar. Havia os que queriam trocar um sonho de viagem por um sonho de amores, e havia quem oferecesse um sonho para rir a troco de um sonho para chorar um pranto gostoso. Um senhor andava ao léu buscando os pedacinhos de seu sonho, despedaçado por culpa de alguém que o tinha atropelado: o senhor ia recolhendo os pedacinhos e os colava e com eles fazia um estandarte cheio de cores. O aguadeiro de sonhos levava água aos que sentiam sede enquanto dormiam. Levava a água nas costas, em uma jarra, e a oferecia em taças altas. Sobre uma torre havia uma mulher, de túnica branca, penteando a cabeleira, que chegava aos seus pés. O pente soltava sonhos, com todos seus personagens: os sonhos saíam dos cabelos e iam embora pelo ar.
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 00h34
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Os sonhos de Helena
Naquela noite, os sonhos faziam fila, querendo ser sonhados, mas Helena não podia sonhá-los todos, não dava. Um dos sonhos, desconhecido se recomendava: - Sonhe-me, vale a pena. Sonhe-me, que vai gostar. Faziam fila alguns sonhos novos, jamais sonhados, mas Helena reconhecia o sonho bobo, que sempre voltava, esse chato, e outros sonhos cômicos ou sombrios que eram velhos conhecidos de suas noites voadoras.
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 23h21
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Os sonhos esquecidos
Helena sonhou que deixava os sonhos esquecidos numa ilha. Claribel Alegría recolhia os sonhos, os amarrava com uma fita e os guardava bem guardados. Mas as crianças da casa descobriam o esconderijo e queriam vestir os sonhos de Helena, e Claribel, zangada, dizia a eles: "Nisso ninguém mexe." Então Claribel telefonava para Helena e perguntava: " -O que eu faço com seus sonhos?"
Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços
Escrito por Cléo De Páris às 00h16
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