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a música mais linda do mundo nessa semana

Nunca diga

Pato Fu

Composição: Frank Jorge

Querido nunca diga que eu tenho mau gosto
E saiba que o belo da vida ainda está pra nascer
Querido por favor olhe bem em meu rosto
E tente enxergar o que os outros não conseguem ver

Fui lhe mostrar um disco que eu comprei
De um cantor que eu sempre gostei
Mas você não me deu atenção
E voltarei pra casa pelo mesmo caminho
Escutarei o meu disco sozinha
Dentro do meu quarto na escuridão

Querido nunca diga que eu tenho mau gosto
E saiba que o belo da vida ainda está pra nascer

Fui lhe mostrar um disco que eu comprei
De um cantor que eu sempre gostei
Mas você não me deu atenção
Voltarei pra casa pelo mesmo caminho
Escutarei o meu disco sozinha
Dentro do meu quarto na escuridão

Querido por favor olhe bem em meu rosto
E tente enxergar o que os outros não conseguem ver
E tente enxergar o que os outros não conseguem ver



Escrito por Cléo De Páris às 17h58
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agora vai! estivemos trabalhando durante um ano pra isso acontecer,
ainda vem muito trabalho, mas o sonho se torna real.

NO ESTADÃO
Direto da Fonte - Sonia Racy

Mesma praça, nova escola

O governador José Serra confirma: a cidade de São Paulo terá a primeira escola de teatro que, além de interpretação,
oferecerá cursos de direção, dramatrurgia e até humor, ampliando os focos da EAD da USP.
Batizada de Escola da Praça, funcionará- a partir do segundo semestre de 2009- em prédio de 12 andares
na Praça Roosevelt, cedido pela prefeitura.
Os 140 alunos receberão bolsa de R$ 400 por mês durante os dois anos de estudo. E poderão optar por um dos 8 cursos
da escola. Mas atenção: além de ter concluído o 2º grau, passarão por exame de aptidão.
Artes, Serra? Explica o governador que, depois de assistir a peça na Praça quando era prefeito, gostou tanto
que se uniu a Ivam Cabral, da companhia de teatro Os Satyros, para fazer o projeto.
Com orçamento de R$ 4,5 milhões/ano- incluindo um teatro-, a escola está aberta a contribuições privadas.

A HISTÓRIA


CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO



Escrito por Cléo De Páris às 12h37
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se pelo menos chovesse...

Escrito por Cléo De Páris às 03h01
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delicadeza

ela não sabe mais de nada. ela jogou todas as coisas no chão na noite de ontem.
chorou, mas não muito. falou aquelas coisas que todos dizem ser pecado. tomou dois
comprimidos cor de rosa e dormiu. ela acordou catatônica e fez tudo que poderia ter feito, fez
uma limpeza nos dentes, comprou uma forma pra fazer sorvete com calda e um espremedor de alho
ultra-resistente, olhou as vitrines.
foi abordada pelo moço na loja de móveis, depois no metrô: você está me seguindo? ela
perguntou. ele não sabia. ela não quis saber. estava atrasada e exausta e também o moço usava
uma roupa descompassada e também ela não quer saber de moços do metrô e da loja de móveis.
ela quer saber de sua delicadeza que foi embora ontem sem deixar nem um bilhetinho, ela quer saber
se pode, num dia de sol, encontrar sua delicadeza no metrô ou na loja de móveis, gostaria que sua
delicadeza a seguisse e usasse um figurino bem composto. e também que ela explicasse porque fugiu!
e que dissesse: eu precisei, só isso. e que voltasse, só isso. e então ela não ia se incomodar com a falta
do bilhetinho nem com o tempo de ausência. ela ia sorrir, ia sorrir com os dentes mais limpos do mundo.
por enquanto não. por enquanto, já deciciu, vai continuar jogando todas as coisas no chão e chorando,
mas não muito, dizendo todas aquelas coisas que todos dizem ser pecado, tomando dois comprimidos cor
de rosa e dormindo. e não quer saber dos moços do metrô e da loja de móveis e de suas roupas descompassadas.
ela quer saber de sua delicadeza que fugiu.
ela pensou em colocar um anúncio no jornal: procura-se delicadeza desaparecida. mas desistiu logo e pensou,
ela que volte se quiser. e logo pensou melhor, ela que volte se quiser e quando quiser, que o tempo não existe.



Escrito por Cléo De Páris às 19h46
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vão-se os colares, ficam os pescoços

tenho questionado tudo muito nos últimos tempos, minha vocação, minhas
escolhas, minha postura em relação a tudo, o tempo que perdi. preciso me
refazer e isso custa sacrifício e paciência, andar pelo caminho já percorrido
reconhecendo as pedras, sem venda, sem bálsamo. entender não o prazer, mas
a necessidade da dor. porque a vida, tem vezes, cansa, cansa muito e não se pode
dizer "não quero mais", tem que arrumar um jeito de querer, de querer muito! não se pode
gritar "chega, descobri que não tenho talento, quero fazer outra coisa!" não há outra coisa
no lugar de viver. não podemos ficar no aconchego do guarda-roupa como aquele casaco lindo,
esperando o próximo inverno pra fazer sentido. e então, ontem, na viagem pelo interior,
pensei também nesse blog. quando criei, fiquei com vergonha, demorei um tempo pra contar pras
pessoas, até as muito próximas, que eu tinha um blog, que eu tinha coragem de dizer coisas,
que eu precisava. e fico lendo tudo por aí e encontro coisas interessantes. às vezes me acho
ególatra, leio os posts passados, vejo as imagens e me vejo tanto. mas poderia falar do que mais?
tem gente que sabe criticar, tem gente que sabe discorrer sobre a realidade, tem gente que
vende frigideiras. eu só quero escrever minhas bobagens pueris e entender um pouquinho a alma humana,
começando pela minha e quero que meus visitantes se percebam um pouco através do que sinto. então agradeço.
não que tenha algo contra quem venda frigideiras, eu também frito ovos, mas minha urgência não é essa.
assim, vou tentando melhorar, mudar sem deixar de existir, porque tanto já passou... tantos pêlos,
tantas unhas, tantos rancores, tantos infernos foram embora. porque depois de tudo, apesar de tudo, há
sempre algo que permanece.



Escrito por Cléo De Páris às 00h22
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